Descanso meu estojo


Recomeço aqui:

http://descansomeuestojo.blogspot.com/



Escrito por má com acento mesmo às 23:58
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Ponto final

Acaba aqui este blog. Gracias aos que tiveram a paciência de me ler nesses anos.Alegre



Escrito por má com acento mesmo às 01:34
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Wines I can't afford

Neste mundo vitivinífero poucas são as chances que degustadores não profissionais, como  moi, têm acesso aos grandes vinhos e grandes safras. Ontem, em um golpe de sorte, entretanto, tive oportunidade de provar três magníficos vinhos, digamos, "famosos" e outros menos conhecidos mas impressionantes. Comecemos pela estrela da noite: Clarendon Hills, 2001, australiano, com 99 pontos pelo Sr. Parker. Absolutamente fantástico! Mesmo não sendo minha uva favorita, esse sirah é redondo, completo e complexo e fica melhor a cada gole. O nariz é spicy mas doce (Sr Parker chama de  "flor de acácia". Eu, que nunca cheirei acácia, só sei que é estonteante). Para se ter idéia, seu potencial de guarda é entre 30 e 45 anos. É um desses cuja parceria com comida seria, no mínimo, uma ignorância.

Depois, nada menos que um Lafite Rothschild 2002, lindo, tudo o que se espera de um bom bordeaux e estremamente complexo no nariz. A nota do Sr Parker foi nada menos que 94. Excelente para acompanhar uma carne de caça ou um bom cordeiro assado. Indo para o novo mundo, destaque para o Leonetti, 2005, 100% merlot. Aromático, redondinho na boca e, apesar de seus 14.5% de álcool, nada agressivo. Eu, se tivesse, ainda poderia guardá-lo por uns 20 anos sem medo. 

E depois, ah, depois teve Margaux, teve Chateauneuf du Pape, teve tanta coisa linda que nem sei mais. A má notícia é que para conseguir repetir a proeza ou eu faço pacto com o destino ou rezo para entrar nessa listas secretíssimas de compradores de lotes fechados para beber em algum ano, quando chegar a caixa. 



Escrito por má com acento mesmo às 15:54
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Ah, a loucura

manicomio1.jpg

Assisti Shutter Island sábado passado e saí perturbada, mais do que o normal. Não sou lá fã do Scorcese, nem do DiCaprio, mas admito que o filme é bom. Pena ter saído antes do Oscar porque, com a competição como está, tinha muita chance de levar alguma coisa. Mas o filme enfoca o fenômeno da dissociação _ quando sua vida está tão ruim que você cria uma realidade alternativa e crê nela com tanta ou mais veemência do que a própria realidade. É quando a gente conta a mesma mentira tantas vezes que no fim não sabe se criou aquela estória ou se ela aconteceu de verdade. Ou quando sonha tão real que depois se pergunta quando foi mesmo que isso aconteceu.

Todos temos isso, em maior ou menor grau. O perigo é quando nos perdemos. Tive oportunidade de conviver com várias pessoas assim desde minha adolescência e nunca soube muito bem como lidar com isso. Na terapia, fazem a gente pisar no chão com os dois pés, olhar para os lados e se trazer lentamente para a realidade. Na ficção, te colocam na terapia de choque ou escrevem livros sobre sua vida. Quite disturbing, pra ser sincera. 

O fato é que a cada dia as doenças da mente estão mais na moda e, apesar disso, sabe-se menos sobre elas. Na época de minha mãe ninguém era estressado ou tinha bipolaridade. Atualmente, estima-se que 20% da população mundial sofra depressão, isso sem falar nas diversas formas de distúrbios de ansiedade (aliás, distúrbio é quase uma palavra do contemporânea). Na minha família, falar em psiquiatra ainda é tabu e em muitos empregos, pelo menos aqui nos Istaites, ter em sua ficha visitas a um psicólogo podem diminuir severamente as chances de você ganhar a vaga. O que é um paradoxo, dado o elevado número de empregados que resolvem, do dia pra noite, atirar para todos os lados, literalmente.

Me entristeceu ver que, passados bons 50 anos da estória do filme, as pessoas ainda têm pouquíssima habilidade de lidar com esse tipo de doença. A reação é ignorar ou confrontar. E depois acham difícil a gente tomar o primeiro passo e se aceitar. 



Escrito por má com acento mesmo às 00:51
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O insustentável peso de falar

Today's Cartoon

Óquei, ficar quieta nunca foi meu fuerte. Lembro do Gargamel, meu professor de matemática da sétima série, que me chamava de Marília Tagarela (poderia ser Marília Tramela também, não me lembro bem). Modos que meu problema nunca foi falar. Enunciar é fácil: para um, para muitos, para ninguém. Difícil é me fazer entender. Difícil, meu caro leitor, é me comunicar, o que é uma contradição sendo eu formada em e amante das letras. O bottom line é que estou cansada de tentar. Exausta, na verdade. Porque no fim parece que eu nunca saio da praia (eu que não sei nadar). E toda vez que isso acontece eu rumino todas as possibilidades de voltar ao passado e apagar tudo sem sucesso. Já foi. Minha palavra já é domínio público, para minha danação. Eu chamo isso de curse. Tem quem chame de assertividade. 



Escrito por má com acento mesmo às 22:55
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*$#&*^$@#@%@#E%!!!!!!

Perdi tudo que passei vinte minutos escrevendo. Muito revoltada com a UOL. Então, como protesto, só vou postar o vídeo. Depois conto quem e como e quando.

 



Escrito por má com acento mesmo às 02:20
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Você pergunta, eu respondo

Não bastasse a total falta do que fazer e a ignorância tecnológica, resolvi entrar nesse negócio que é (ao que tudo parece) um tipo de blog em que qualquer um pode perguntar o que quiser pra mim e eu me reservo o direito de dar as respostas que achar válidas. Eis o endereço:

http://www.formspring.me/mymarilia

Assim que souber melhor como funciona, vou dando umas atualizadas.



Escrito por má com acento mesmo às 01:07
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A infraero informa: less is more

Que o norte-americano é paranóico por natureza, todo mundo sabe, mas está cada dia mais difícil viajar neste país. Após várias (poucas, na verdade) viagens pelos Istaites, resolvi procurar modos menos frustrantes de passar pelo escrutínio de embarcar e desembarcar de um avião.

A primeira dica é, sem dúvida, viajar com uma mala pequena, preferencialmente de mão. Achei um sítio com uma lista basiquinha de coisas para levar em qualquer viagem e que cabem em qualquer mala. Além do óbvio, eis as dicas mais quentes que a gente nunca lembra de empacotar: compasso (vai que você pára em Miami e tem de saber onde fica o norte-sul-noroeste-sudeste), laterna e corda (para o caso do avião cair e você se encontrar no meio da selva), envelopes e fita de empacotar (para o caso de você querer amordaçar um louco dentro do avião) e, obviamente, selos (para mandar os muitos cartões postais que você vai comprar). Se não estivéssemos no tempo da máquina digital, certamente a lista incluiria 2 rolos de filme 36 poses, coloridos e preto-e-branco. Como se vê, tudo altamente indispensável.

A segunda dica é como fazer strip-tease em menos de um minuto para não atrasar a fila. Nada de vestir casaco, cachecol, bota cano longo... Vista lá sua roupa de baixo mais sexy, coloque uma camiseta hering básica e as boas e velhas havaianas ou sua versão mudérna, i.e. crocs, tudo coladinho e sem bolso para não perigo de você ser escaneado. No topo da mala estão o casaco, luvas e touca que você vai precisar para a neve e os vidrinhos de líquidos pro caso do cara encrencar com sua base. Aliás, base em pó que pesa menos e é menor. A vantagem é que aqui tem miniatura de tudo que você pode deixar na volta para poder caber os presentinhos que comprou. 

Além das dicas para os usuários, já dei minha contribuição para os aeroportos facilitarem essa etapa. Sugeri uma musiquinha sexy (uma Sade não vai mal) e uma cadeira para gente já fazer malabarismos e calçar os sapatos depois do scanner (poltrona não porque senão vira suruba). E, para terminar, uns agentes/modelos para fazer uma revista um tanto mais prazeiroza que ninguém é de ferro, né?



Escrito por má com acento mesmo às 00:04
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E o Oscar vai para a mesmice

Todo ano é assim, chega fevereiro e começo minha corrida frenética para ver todos os indicados ao Oscar antes da cerimônia, este ano marcada para dia 4 de março. Não é que eu dê tanto valor assim aos vencedores, mas como sou opinadeira, gosto mesmo é de criticar as escolhas. Ano passado mesmo fizemos um  mini bolão e assistimos à cerimônia (comas presenças internacionais do Hugo e Carlos) regada a pipocas e vestidos não tão chisques assim. Diversão dobrada, já se vê.

Eu gosto da telona, da pipoca, do ritual de ir domingo de noite ver o que está passando. É um jeito tranquilo de terminar o fim de semana e me preparar para o que me espera na segunda. Filme para mim é no cinema. Pro vídeo ficam só aqueles que não valeriam a pena ou os que perdi por uma razão ou outra. Mas divago.

Dos 25 mais mais,  só assisti oito até agora e devo dizer apostei em poucas indicações. Como diria minha mãe "se só tem tu vai tu mesmo". Como farei para ver três filmes/semana até a cerimônia nem eu sei. Verdade seja dita, 2009 não foi um bom ano para Hollywood. Nem pra mim. Os dramas não são mais os mesmos e as comédias estão cada vez mais previsíveis. As trilhas sonoras não empolgam e até o Clint Eastwood decepcionou. Vou dar o desconto que eles merecem pois, como disse, ano passado só com muito Pristiq.



Escrito por má com acento mesmo às 21:45
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The tree of forgiveness

 

Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas estudos recentes mostram que, apesar das mulheres terem a fama de mais amorosas, os homens perdoam com mais facilidade. As mulheres, em geral, se apegam mais a mágoas. Para piorar o cenário, cada vez que pensamos ou falamos sobre uma ofensa ainda não perdoada, nossa pressão sangüínea (rã rã... com trema) se eleva a níveis de ataques cardíacos. Não importa se a ofensa foi algo trivial ou um assassinato. O importante é o valor pessoal que cada um dá ao acontecimento, a reação que tem.

Óbvio que a falta de perdão só magoa o oprimido. O opressor, na maioria das vezes, conseguiu o que queria e moved on. Mas como nos livrar da sede de vingança, de justiça? Como dar as costas para essas pessoas e seguir com nossas próprias vidas e não deixar o ódio nos comer pelas beiradas? A forma que a Bíblia encontrou para isso foi entregar nas mãos de Deus dizendo, "Minha é a vingança" e o Velho Testamento nos dá uma boa idéia de como a vingança divina pode ser implacável.

Aqui, no mundo real em que vivo, perdão é um conceito, um mandamento, uma idéia, uma possibilidade, uma ferramenta de proteção em uma encruzilhada. E eu não sei se estou pronta para o teste.



Escrito por má com acento mesmo às 00:47
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Um cheiro

A pessoa é a encadernação das alergias, isso não é novidade, mas é contradição. Sim porque a pessoa A-D-O-R-A coisinhas perfumadas e especiais de lojas respeitáveis como a Lush, Bath and Body Works, Natura e The Body Shop. Esses creminhos de banho, de pele, de rosto, de pé que dão vontade de você comer ou de se comer depois que usa. Daí que a pessoa vai para Niuórque achando que ia ser turista e só, né? Errado. Achei minha alma gêmea na Sabon.

Sabe aquele exfoliante que tira todo o mau olhado, as energias negativas e invejosas da secretária do escritório, que lava a alma e limpa os olhos? Sabe aquela loção que faz com que você não consiga parar de se cheirar, que aumenta auto-estima até de urubu? Sabe aquela sensação de que você nunca mais vai ser a mesma sem TODOS os produtos da loja? Affffffffff, é isso. Conta no vermelho, dó de abrir os vidrinhos e usar os produtos porque eu sei bem que só vão me encontrar rolando no chão in love with myself depois disso. É isso. As outras lojinhas, tadinhas, perderam o allure.

Para quem não tem idéia do que está perdendo, eles têm sítio, bloque e, rã rã, wish list para dar de presente para as amigas precisando aumentar o astral. Tá bom, eis o link
http://sabonnyc.com/



Escrito por má com acento mesmo às 23:21
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da série: só louco entende

Parece mentira, mas quando você se interna em um hospital mental não imagina que vai conviver com pessoas esquizofrênicas, bipolares, traumatizadas, cheias de tiques e taques. Você pensa assim que vai para uma "casa de repouso", meio tentando se auto-enganar. Basta chegar na triagem que você percebe que o negócio é mais embaixo: tem revista de cada peça de roupa, cortam os cordões das suas calças, te tiram os pentes, os anéis, o dinheiro, os cadarços, as xuxinhas de cabelo, o xampu, o sabonete em barra, a borracha... e vão te tirando tudo até que fique só você e a sua loucura. E a dos outros, obviamente. É meio maluco (sem trocadilho) que das coisas com as quais eles ficaram, minhas pantufas sejam o que mais me fazem falta. Sim, porque minhas pantufas eram meu pedacinho de casa no manicômio, minha "trademark", gostoso ficar olhando pras luzinhas piscando quando eu fazia barulho. Acima de tudo, minhas pantufas eram alegres e isso não se encontra em "casas de repouso". Não adianta, já procurei por todo canto e não encontro nada a altura. Esse inverno promete.



Escrito por má com acento mesmo às 00:16
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Minha vida sem mim

Meu Natal não tem árvore, nem guirlanda, nem presépio, nem beijo debaixo do musgo, nem peru, nem panetone, nem lareira, nem chaminé para o Papai Noel entrar, nem meias para encher, nem cartões, nem música com harpa ou a Simone cantando, nem enfeites, nem countdown. É praticamente um natal judeu.



Escrito por má com acento mesmo às 16:55
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Vamos chamar o vento

O amor me olhou nos olhos e disse:

- Seu cabelo está bonito assim.

Ao que eu respondi:

- Deve ter sido o vento de 300km/h que me deu uma rasteira ali fora agorinha mesmo.

For future reference, o amor gosta do vento brincando com meus cabelos.



Escrito por má com acento mesmo às 18:25
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Santa is coming to town

Today's Cartoon

Dear Santa,

Sorry for waiting until the last minute to write my X-mas list but you know that this has been a crappy year, especially now that Comcast decided to actively sabotage my plans to get in touch with anyone online (I thought you should know just in case they sent you a list themselves). Anyway, there are some things I intended to buy for me but didn't, so I included them on my list, since you know that, even though I made many horrible decisions this year and did not focus on myself, now I have been a good girl and am following the program. You do not need to grand me everything but I just wanted to give you some options:

The first thing I'd really like is an I-phone since my current mobile is dying from an unknown cause and is most likely to abandon me quite soon. Then, there are the yoga mat and ball (not the pink ones, though. You know quite well that is not my color).  I could also use new black sneakers since the ones I had got tainted during my hospitalization and finally, a bathroom scale so that I can count the kilos I did not lose and a new watch to help me keep track of all my new EA meetings and support groups.

I want to thank you for the wonderful friends I have who, even from far, make a point to check on me every single day. Please look on their list with love and care.

Yours truly,

M



Escrito por má com acento mesmo às 20:38
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