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    Tenho 35 anos, nenhum animal de estimação, uma família desfuncional e grande, um carro recém-comprado, um apartamento cheio de coisas que não são minhas, compulsão por limpeza, alguns amigos que não trocaria por nada, uma máquina de costura que não sei usar, uns poucos projetos inacabados, um temperamento difícil, uma bela coleção de rolhas, uma coluna verdadeiramente torta, uma lista considerável de pessoas que me detestam, vários sapatos que não uso, três bolsas reina madre, um ex-noivo, souvenirs de todos os países que visitei, péssima memória, segredos que não confesso nem a mim mesma, alergia a crustáceos e nenhum projeto para o futuro.



    Escrito por má com acento mesmo às 00:11
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    As canções que você fez para mim

    Ouvir Roberto Carlos é sempre uma experiência romântica. Digo isso não sendo nenhum tipo representativo da categoria, mas é que tem coisas que ele falou que tocam. São verdades. Podem até não ser sua verdade naquele momento, mas são verdades.

    Eu estou curtindo o CD "Elas cantam Roberto" que ganhei, não uma, mas duas vezes nesse fim de semana. Obviamente tenho algumas objeções quanto ao elenco e achei algumas escolhas do repertório infelizes mesmo quando o elenco é bom, mas no geral, o CD é a melhor coletânea que conheço do Roberto. Daria para fazer um CD muito bom com a Martinália, a Adriana Calcanhoto, a Zizi... e outro melhor ainda com a Gal, a Bethânia, a Rita Ribeiro, a Rita Lee... sem a Hebe, a Wanderléia e outras "esdruxulices", preferencialmente em estúdio. CD ao vivo já deu. Acústico também. DVD também.

    Quem sabe, como meu primeiro projeto de 35 anos, eu não faça a minha coletânea Roberto? Hmmm... na verdade, estou já criando minha lista aqui. Depois eu compartilho.

    PS. A rosa lilás é um agradecimento ao buquê que o primo lindo me deu. Um mimo, minha gente.



    Escrito por má com acento mesmo às 18:36
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    FAQ (a.k.a. E se?)

    E se eu tiver de passar a vida inteira em tratamento, como aquelas pessoas que precisam tomar insulina ou fazer hemodiálise pra o resto da vida? E se eu não conseguir mudar? E se eu conseguir mas daí não tem mais ninguém ao meu lado pra perceber que eu mudei? Nesse caso, pra que mudar? E se eu nunca conseguir confiar mais em ninguém? E se eu não aprender a ser amada? E se eu realmente enlouquecer no exterior? E se meu próximo psiquiatra não tiver idéia de como me ajudar? E se eu não achar força, nem motivação para continuar? E se eu passar mal, quem vai segurar meus cabelos pra eu vomitar? E se eu nunca superar meus traumas de infância? E se eu estiver deixando todas as chances passarem? E se for tarde demais? E se nem eu acreditar em mim? E se eu conseguir abrir mão do medo, o que vou achar depois que todas as paredes caírem? E se este for só o começo das dúvidas? E se eu continuar tomando decisões erradas? E se você soubesse o que anda passando na minha cabeça?



    Escrito por má com acento mesmo às 17:37
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    Consider it a gift

    Algumas pessoas são tão boas com outras que são chamadas de people´s person. Eu, particularmente, desconheço o conceito mas morro de inveja. Há também os computer´s people. Desses eu tenho medo e uma certa admiração. Eu fico pensando que termo os especialistas cunhariam (se é que já não o fizeram) para alguém como eu, cujo relacionamento com tudo o que move e respira, e tudo o que não move nem respira, é penoso.


    A médica da cabeça resolveu me dar algo completamente novo no mercado, tecnologia mais avançada em termos de tratamento da cabeça que promete me colocar um sorriso no rosto, menos rugas na testa e noites bem dormidas.  Eu, claro, tomarei só pra provar o contrário.


    Todo ano eu me dou de presente algo que quero muito, um mimo, uma regalia. Vai ter Reina Madre aqui em Brasília no fim de semana, mas como fui uma menina muito má este ano, não ganho nada. Talvez uns comprimidinhos a mais.



    Escrito por má com acento mesmo às 17:24
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    Fazendo limonadas na casca de ovo

    Para aqueles que acreditam em inferno astral eu tenho somente uma expressão: bull shit! A não ser que o meu tenha começado em fevereiro e vá durar até meus 45 anos. Façam aí seus mapas astrais, mandingas, crochês, o que vocês souberem fazer porque isso aqui não está dando.

    Muita dor, muito sofrimento e uma sensação completa de Midas ao contrário. Daí que vou passar meus últimos dias de férias do sofá para o sofá-cama. Se tiver um colo pra pular de vez em quando, talvez ainda reste alguma esperança. Na segunda, tem doutô da cabeça porque essas pípulas não fazem mais efeito. Se tivesse clínica, eu me habilitava.



    Escrito por má com acento mesmo às 12:57
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