Descanso meu estojo


O insustentável peso de falar

Today's Cartoon

Óquei, ficar quieta nunca foi meu fuerte. Lembro do Gargamel, meu professor de matemática da sétima série, que me chamava de Marília Tagarela (poderia ser Marília Tramela também, não me lembro bem). Modos que meu problema nunca foi falar. Enunciar é fácil: para um, para muitos, para ninguém. Difícil é me fazer entender. Difícil, meu caro leitor, é me comunicar, o que é uma contradição sendo eu formada em e amante das letras. O bottom line é que estou cansada de tentar. Exausta, na verdade. Porque no fim parece que eu nunca saio da praia (eu que não sei nadar). E toda vez que isso acontece eu rumino todas as possibilidades de voltar ao passado e apagar tudo sem sucesso. Já foi. Minha palavra já é domínio público, para minha danação. Eu chamo isso de curse. Tem quem chame de assertividade. 



Escrito por má com acento mesmo às 22:55
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*$#&*^$@#@%@#E%!!!!!!

Perdi tudo que passei vinte minutos escrevendo. Muito revoltada com a UOL. Então, como protesto, só vou postar o vídeo. Depois conto quem e como e quando.

 



Escrito por má com acento mesmo às 02:20
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Você pergunta, eu respondo

Não bastasse a total falta do que fazer e a ignorância tecnológica, resolvi entrar nesse negócio que é (ao que tudo parece) um tipo de blog em que qualquer um pode perguntar o que quiser pra mim e eu me reservo o direito de dar as respostas que achar válidas. Eis o endereço:

http://www.formspring.me/mymarilia

Assim que souber melhor como funciona, vou dando umas atualizadas.



Escrito por má com acento mesmo às 01:07
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A infraero informa: less is more

Que o norte-americano é paranóico por natureza, todo mundo sabe, mas está cada dia mais difícil viajar neste país. Após várias (poucas, na verdade) viagens pelos Istaites, resolvi procurar modos menos frustrantes de passar pelo escrutínio de embarcar e desembarcar de um avião.

A primeira dica é, sem dúvida, viajar com uma mala pequena, preferencialmente de mão. Achei um sítio com uma lista basiquinha de coisas para levar em qualquer viagem e que cabem em qualquer mala. Além do óbvio, eis as dicas mais quentes que a gente nunca lembra de empacotar: compasso (vai que você pára em Miami e tem de saber onde fica o norte-sul-noroeste-sudeste), laterna e corda (para o caso do avião cair e você se encontrar no meio da selva), envelopes e fita de empacotar (para o caso de você querer amordaçar um louco dentro do avião) e, obviamente, selos (para mandar os muitos cartões postais que você vai comprar). Se não estivéssemos no tempo da máquina digital, certamente a lista incluiria 2 rolos de filme 36 poses, coloridos e preto-e-branco. Como se vê, tudo altamente indispensável.

A segunda dica é como fazer strip-tease em menos de um minuto para não atrasar a fila. Nada de vestir casaco, cachecol, bota cano longo... Vista lá sua roupa de baixo mais sexy, coloque uma camiseta hering básica e as boas e velhas havaianas ou sua versão mudérna, i.e. crocs, tudo coladinho e sem bolso para não perigo de você ser escaneado. No topo da mala estão o casaco, luvas e touca que você vai precisar para a neve e os vidrinhos de líquidos pro caso do cara encrencar com sua base. Aliás, base em pó que pesa menos e é menor. A vantagem é que aqui tem miniatura de tudo que você pode deixar na volta para poder caber os presentinhos que comprou. 

Além das dicas para os usuários, já dei minha contribuição para os aeroportos facilitarem essa etapa. Sugeri uma musiquinha sexy (uma Sade não vai mal) e uma cadeira para gente já fazer malabarismos e calçar os sapatos depois do scanner (poltrona não porque senão vira suruba). E, para terminar, uns agentes/modelos para fazer uma revista um tanto mais prazeiroza que ninguém é de ferro, né?



Escrito por má com acento mesmo às 00:04
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E o Oscar vai para a mesmice

Todo ano é assim, chega fevereiro e começo minha corrida frenética para ver todos os indicados ao Oscar antes da cerimônia, este ano marcada para dia 4 de março. Não é que eu dê tanto valor assim aos vencedores, mas como sou opinadeira, gosto mesmo é de criticar as escolhas. Ano passado mesmo fizemos um  mini bolão e assistimos à cerimônia (comas presenças internacionais do Hugo e Carlos) regada a pipocas e vestidos não tão chisques assim. Diversão dobrada, já se vê.

Eu gosto da telona, da pipoca, do ritual de ir domingo de noite ver o que está passando. É um jeito tranquilo de terminar o fim de semana e me preparar para o que me espera na segunda. Filme para mim é no cinema. Pro vídeo ficam só aqueles que não valeriam a pena ou os que perdi por uma razão ou outra. Mas divago.

Dos 25 mais mais,  só assisti oito até agora e devo dizer apostei em poucas indicações. Como diria minha mãe "se só tem tu vai tu mesmo". Como farei para ver três filmes/semana até a cerimônia nem eu sei. Verdade seja dita, 2009 não foi um bom ano para Hollywood. Nem pra mim. Os dramas não são mais os mesmos e as comédias estão cada vez mais previsíveis. As trilhas sonoras não empolgam e até o Clint Eastwood decepcionou. Vou dar o desconto que eles merecem pois, como disse, ano passado só com muito Pristiq.



Escrito por má com acento mesmo às 21:45
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The tree of forgiveness

 

Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas estudos recentes mostram que, apesar das mulheres terem a fama de mais amorosas, os homens perdoam com mais facilidade. As mulheres, em geral, se apegam mais a mágoas. Para piorar o cenário, cada vez que pensamos ou falamos sobre uma ofensa ainda não perdoada, nossa pressão sangüínea (rã rã... com trema) se eleva a níveis de ataques cardíacos. Não importa se a ofensa foi algo trivial ou um assassinato. O importante é o valor pessoal que cada um dá ao acontecimento, a reação que tem.

Óbvio que a falta de perdão só magoa o oprimido. O opressor, na maioria das vezes, conseguiu o que queria e moved on. Mas como nos livrar da sede de vingança, de justiça? Como dar as costas para essas pessoas e seguir com nossas próprias vidas e não deixar o ódio nos comer pelas beiradas? A forma que a Bíblia encontrou para isso foi entregar nas mãos de Deus dizendo, "Minha é a vingança" e o Velho Testamento nos dá uma boa idéia de como a vingança divina pode ser implacável.

Aqui, no mundo real em que vivo, perdão é um conceito, um mandamento, uma idéia, uma possibilidade, uma ferramenta de proteção em uma encruzilhada. E eu não sei se estou pronta para o teste.



Escrito por má com acento mesmo às 00:47
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